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Despretensão carioca
por CIRILO DIAS - 27/01/2008 |
(SÃO PAULO/SP) - “Quando acaba o show dá vontade de levar todo mundo pra casa”. A frase de Tatiane Fake – vocalista do Private Dancers, resume o espírito da banda: diversão e despretensão. Com influências de Pulp, New Order, David Bowie e Sonic Youth, os cariocas conseguem adicionar um toque de diversão a essas influências. Ao lado de Tatiana Fake, estão Deanna (tecladista), João Felipe (guitarrista), Gabriel Franco (baterista) e Carol Vaz (baixista), diversidade que garante um tempero forte de diversão às apresentações da banda, e que já rendem convites para tocar fora do país, “já recebemos vários, mas nenhum com passagens incluídas. Estamos tentando não beber toda nossa imensa fortuna para, quem sabe, conseguir bancar uma viagem mais para frente.”, conclui Tatiane.
Confira abaixo a entrevista com a vocalista do Private Dancers, e o MySpace: http://www.myspace.com/privatedancersrio
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Urbanaque - Como foi que a banda começou?
Tatiane - O projeto já existia há um tempo, mas oficialmente a banda começou em 2006. Foi quando gravamos as primeiras demos no home studio do nosso amigo e produtor de música eletrônica, Jenner. Éramos três na época: eu, Gabriela e o Marcelo Piccoli (ex-guitarrista que precisou deixar a banda porque foi morar fora do Brasil). Com essas demos conseguimos as pessoas que faltavam para fechar a formação: Johnny, Carol e Gabriel. Em Setembro de 2006, ainda como um sexteto, fizemos nosso primeiro show e daí em diante não paramos mais.
Urbanaque - E as influências?
Tatiane - São várias. Somos cinco pessoas bastante ecléticas e isso aparece no som da banda, acho. Têm algumas unanimidades, coisas que os cinco gostam bastante, New Order, David Bowie, Sonic Youth, Pulp...
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Fotos:Bruna Benvegnu/MySpace Private Dancers |
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Urbanaque - Vocês abriram em 2007 um show dos californianos do Potion. Algum convite para ir tocar lá na gringa? Vai rolar um intercâmbio?
Tatiane - Foi uma experiência muito boa, eles são ótimos, e claro, deixaram as portas abertas lá para a gente em São Francisco. Convites para tocar fora do Brasil já recebemos vários, mas nenhum com passagens incluídas. Estamos tentando não beber toda nossa imensa fortuna para, quem sabe, conseguir bancar uma viagem mais para frente.
Urbanaque - E como rolou o convite para vocês lançarem o disco pela mmrecords?
Tatiane - O Rodrigo Lariu, dono do selo, ouviu nossas músicas no myspace e depois de assistir a um dos nossos shows, nos contatou. Ficamos surpresos e muito felizes com o convite, a midsummer é um símbolo do indie rock carioca e a banda estava só começando. Ter despertado o interesse de um cara como ele foi um sinal pra gente de que estávamos fazendo um trabalho bacana.
Urbanaque - E os shows? Agenda lotada?
Tatiane - A gente tem feito bastante show aqui pelo Rio. Resolvemos dar uma segurada para priorizar gravação e composições de músicas novas. Mas queremos muito tocar fora, convite de shows em outros estados não serão recusados.
Urbanaque - E como é o público do Private Dancers?
Tatiane - O público do Private Dancers é fantástico. Sério mesmo. Pessoas da melhor qualidade. Eu sei que para ser uma banda grande você precisa ter um monte de fãs que escrevem aXxiM, mas por enquanto não temos e não estamos nos descabelando por causa disso. A gente acredita que dá pra fazer música pop sem subestimar a inteligência de ninguém, sem idiotizar. Acho que as pessoas que gostam do Private Dancers percebem isso e se sentem prestigiadas. E vice-versa. Quando acaba o show dá vontade de levar todo mundo pra casa. Estamos na fase do "não faço dinheiro, mas faço amigos" e curtindo a festa.
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