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A festa começa bem
por BRUNO
DIAS |
(ENVIADO ESPECIAL A GOIÂNIA) Sexta-feira começou um pouco conturbada.
Acabei perdendo os primeiros shows da noite, pois estava preso no
aeroporto esperando à chegada de Adriano Butcher e dos rapazes
da Suite Minimal (PR), chegando ao Jóquei Clube apenas no meio
da apresentação dos Shakemakers (GO). E como diz o nome
da banda eles colocaram a galera do palco Ambiente pra dançar
realmente.
Logo em seguida no palco Studio K os baianos do Dr. Cascadura fizeram
uma das melhores apresentações da noite. O show foi
marcado pela insana performance do guitarrista Martin, que chegou
a socar sua guitarra no chão dando "sangue pelo rock"
literalmente. Além disso, o vocal impecável de Fábio
também foi capaz de agitar os presentes. Entre as músicas
os caras promoveram seu novo single, "Queda Livre", que
acaba de sair pela Big Bross, e ainda no finalzinho do show Fábio
mandou "Gimme Shelter" dos Stones.
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Ainda no palco Studio K, tivemos a apresentação dos catarinenses
do Ambervisions. Eles acabaram de lançar seu mais novo cd, "Bons
momentos não morrem jamais", pela Monstro Discos.
Como a própria banda diz, eles apresentaram sua "suf music cavera".
O Show foi um dos mais enérgicos da noite, o vocalista Zimmer
(devidamente caracterizado) a todo momento dizia ser Felipe
Dylon, horas mais tarde ser Philippe Seabra. Tocaram músicas
de seu mais novo disco como "Feijoada Metalera" e "Desempregado",
e ainda fizeram um cover do Little Quail and The Mad Birds -
"Composição de Sucesso".
Destaque para a baterista Cris, que vestida de "capetinha",
destruiu (no bom sentido) a bateria durante o show da banda.
Uma rápida passada pelo palco Ambiente onde os brasilienses
do Gramofocas apresentaram seu "punk-country-rockabilly". Por
volta das 0h20 subiu ao palco Studio K o grupo paulistano Thee
Butcher´s Orchestra. |
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Martin
do Dr. Cascadura em performance memorável.
Foto: Bruno Dias |
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Fizeram uma boa apresentação, com seu som que lembra muito os americanos
do Jon Spencer (apesar deles não gostarem dessa comparação), principalmente
por sua formação sem baixo, apenas duas guitarras e bateria. O único
ponto fraco do show foram as constantes paradas para a cerveja dos
integrantes, fora isso, a galera pôde ver toda a veracidade do grupo.
A grande surpresa da noite, e talvez de todo o festival, foi o show
da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, no palco Ambiente.
Com uma formação que conta com saxofone, trombone, gaita e flauta
transversal, além de baixo, guitarra e bateria, eles fazem um som
que vai do ska à mpb. Uma das apresentações mais empolgantes e aplaudidas,
tocaram músicas de seu EP (já esgotado), e algumas que possivelmente
farão parte de seu novo disco como "Copacapana", "Menina-Moça" e "Seria
o Rolex?". A alegria dos integrantes no palco contagiou o público
presente, que dançou e aplaudiu muito. Eles já estão preparando seu
disco, será que sai pela Monstro? Fica a torcida. |
Ainda no palco Studio K, tivemos a apresentação dos catarinenses
do Ambervisions. Eles acabaram de lançar seu mais novo cd, "Bons
momentos não morrem jamais", pela Monstro Discos.
Como a própria banda diz, eles apresentaram sua "suf music cavera".
O Show foi um dos mais enérgicos da noite, o vocalista Zimmer
(devidamente caracterizado) a todo momento dizia ser Felipe
Dylon, horas mais tarde ser Philippe Seabra.
Tocaram músicas de seu mais novo disco como "Feijoada Metalera"
e "Desempregado", e ainda fizeram um cover do Little Quail and
The Mad Birds - "Composição de Sucesso".
Destaque para a baterista Cris, que vestida de "capetinha",
destruiu (no bom sentido) a bateria durante o show da banda.
Após serem aquecidos pela excelente performance da Móveis Coloniais
de Acaju, todos migraram para o palco Studio K, onde os donos
da festa MQN iriam tocar.
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Grande nome de sexta:
Móveis Coloniais de Acaju(DF).
Foto: Bruno Dias |
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Show do MQN em Goiânia é algo impressionante, percebi que Fabrício Nobre é insano no palco, logo de cara ele já se juntou a galera, que não deixou por menos, uma roda logo se formou e a "molecada" pode descarregar toda sua energia. De quebra, Fabrício presenteou os presentes com uma música nova - "My Babe". A noite poderia ter acabado ali.
Por volta das 02h00 subiram ao palco Ambiente os Violins, que apresentaram ao Bananada músicas de seu disco "Aurora Prisma", executadas com perfeição pelo vocalista Beto Cupertino.
Para fechar a noite de sexta, o ex-Plebe Rude, Philippe Seabra consegui
mandar todo mundo pra casa, inclusive este que voz escreve, com um show
sonolento. O que se viu foram alguns objetos atirados no palco e pouca
empolgação. Talvez poderia ter trocado de lugar, deixando o MQN fechar
com estilo a primeira noite do Bananada 2004.
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Segundo dia repleto de boas surpresas
por BRUNO
DIAS |
Ao chegar no Jóquei Clube de
Goiânia para mais um dia de muito rock, dei uma passada pelas
barraquinhas do Festival. Lá, era possível encontrar diversas
coisas legais: cd´s, camisetas, livros, etc. Na barraca da
Monstro podíamos encontrar discos de várias bandas indie brazucas
e camisetas do Bananada 2004. Ao lado, quem montou seu "stand"
foi Big da Big Bross, com discos de Dr. Cascadura, The Honkers,
Automata, e outras bandas legais direto de Salvador (BA).
Vamos aos shows. Indicado por Leo Razuk da Monstro, fui conferir
a cômica apresentação da Fal e Os Rollin´ Chamas. Ao chegar
no palco Studio K me deparo com uma apresentação com um cenário
composto por: um video-game megadrive, um sofá e uma galera
fazendo churrasco no canto do palco, e claro a banda composta
por Nick Illinois (baixo e vocal), Bruce Detroit (guitarra),
Max California (bateria) e Fall Down (vocal) vestido com um
conjuntinho de ginástica e um chachecol "rosa-choque". |
Durante a apresentação Fall fez de tudo, dividiu a platéia ao
meio para que o baixista Nick pudesse tocar no meio da galera,
serviu churrasco, e soltou frases célebres como: "O homem veio
ao mundo para servir e não ser servido", "Abaixo a repressão religiosa",
"Não jogue video-game, pois vocês podem virar estátuas" e "Sou
goiano e foda-se". O som da banda, rock´n´roll puro e honesto
com muito humor e deboche, até reggae com discurso pró liberação
da maconha eles tocaram. Um bom começo de noite.
Ao final do show dos Rollin´ Chamas veio a notícia de que a banda
Devotos (PE) desfalcaria a noite. No mesmo palco Studio K a banda
Caipirinhas (MG) liderada pela vocalista cheia de atitude, Mônica,
apresentou seu punk rock aos goianos, que retribuíram com muita
empolgação e uma bela roda.
Partindo para o palco Ambiente, fui conferir
a Suite Minimal (PR). Assistindo ao show dos caras pude perceber
que a galera de Goiânia é a mais receptiva do Brasil.
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O "estiloso" Fall discursando no Bananada 2004.
Foto: Bruno Dias |
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Com
um som instrumental cheio de swing, e apenas uma música com
vocal, "One More Guiness", os rapazes fizeram um bom show
apesar de alguns problemas no cabo da guitarra de Rafael.
O set contou com músicas de seu disco "12 temas embalados
para viagem" lançado pela Inker.
De volta ao palco Studio K os paulistas do The Books fizeram
um bom show. Tocaram músicas de seu mais novo disco, "I Land",
lançado em uma parceria entre Midsummer Madness e Monstro
Discos. Destaque para o cover de "Bulldog Skin" do Guided
By Voices, banda que é uma das influências do The Books.
O carioca Nervoso trouxe seu "pop-rock-bossa" ao palco Studio
K. O pessoal não mostrou-se muito animado com as canções de
amor melancólicas. André tentou por várias vezes animar os
presentes, que apesar da boa performance da banda, esperavam
algo mais "nervoso".
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O show foi composto em sua maioria por
músicas novas - "Solarização", "Maus limites" - e por músicas
do EP "Personalidade" - "A visita" e "Clube da Luta".
Para
animar os presentes, no palco Ambiente quem se apresentava
era a banda Pelebrói Não Sei (PR). Com seu hardcore bem tocado
e com uma performance memorável do vocalista Oneide, a galera
foi ao delírio principalmente quando a banda resolveu fazer
covers de "Dotadão" do Ratos de Porão e, após pedidos da galera
e com a ajuda de um dos membros do Gramofocas (DF), tocaram
Ramones.
Os Krápulas (PR) levaram sua psychobilly ao palco Studio K,
e logo em seguida, no palco Ambiente, vieram os Monstros do
Ula-Ula (RJ). O que mais marcou o show dos cariocas foi o
fato de que o vocalista Bernardo estava com duas costelas
quebradas, o que lhe rendeu o apelido de "costelinha", dado
pelas bandas que tocaram no festival. Apesar dessas limitações,
Bernardo estava insano no palco, eles tocaram músicas de seu
EP, rock´n´roll de primeira linha. O Monstros Ula-Ula, para
quem não sabe, conta com a presença de Formigão do Planet
Hemp no baixo.
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Apesar do bom show, galera esperava algo mais "nervoso".
Foto: Bruno Dias |
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Logo em seguida
veio a melhor seqüência de shows do festival Bananada 2004: Mechanics
(GO) e Hang The Superstars (GO). Como havia acontecido com o MQN na
noite anterior, o público goiano lotou o palco Studio K para prestigiar
o Mechanics.
Com seu rock garageiro de primeira, ninguém conseguiu ficar parado,
inclusive a banda no palco, que sentiu e retribuiu a excitação do público.
O ponto alto do show foi quando eles tocaram a clássica " Sex Misery
Machine". Como se não bastasse essa dose cavalar de puro rock´n´roll,
todos migraram para o palco Ambiente, onde puderam conferir o melhor
show do sábado - Hang The Superstars.
Tocando músicas novas como "1,2,3,4", "Lose Control" e velhos sucessos
como "You make me Down", a banda mostrou porque seu último EP foi eleito
um dos 10 melhores álbuns de stoner rock de 2003 pelo site www.planetastoner.com.
Destaque para a performance de Maurício (voz e guitarra) e para a perfeita
harmonia trazida pelos backin vocals de Eline e Carol. Quando todos
já se encaminhavam para o palco Studio K para conferir o show de Wander
Wildner, a banda voltou e mandou "She´s my dynamite", fazendo a galera
correr de volta para o palco.
Diferente do que aconteceu na sexta-feira com o show de Philippe Seabra,
Wander Wildner cumpriu seu papel de principal nome do sábado. Uma platéia
emocionada conferiu o show do "veterano" roqueiro gaúcho em sua investida
solo. Sucessos como "Eu não consigo se alegre o tempo inteiro", "Quase
um alcoólatra", "Bebendo vinho", "Empregada", fizeram a alegria dos
presentes.
Wander ainda presenteou o público com um belo cover de "Candy" do Iggy
Pop e uma versão em português para "I believe in Miracles" dos Ramones
que virou "Eu acredito em milagre". Um momento curioso no show, alguma
pessoa atirou uma garrafa d'água vazia em Wildner, ele parou com uma
cara de poucos amigos, por instantes achei que fosse parar de tocar,
mas para o bem de todos, ele continuou o show normalmente. Um ótimo
fim de noite para todos.
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Tudo que é bom uma hora acaba
por BRUNO
DIAS |
(ENVIADO ESPECIAL À GOIÂNIA) Último dia de festival, depois
de dormir sossegado após uma ótima noite de sábado, fui conferir
o domingo no Bananada 2004. Devido a fatores externos não
consegui ficar até o fim para ver a performance de Evan Dando
em Goiânia. Ao chegar no jóquei quem tocava eram os goianos
do Macaco Velho. Como o nome da banda diz velhos conhecidos
do cenário local animaram o começo da noite no palco Studio
K.
Em seguida vieram Superquadra (DF) no palco Ambiente, e os
gaúchos do Superguidis no palco Studio K.
Uma curiosidade sobre o show Superguidis foi a presença do conterrâneo Wander Wildner no meio do público assistindo ao show da "nova geração" do rock gaúcho. Já na van, a caminho do festival Wander já se mostrava interessado na apresentação dos rapazes, que não decepcionaram. Para manter a tradição dos músicos gaúchos, canções com nomes e letras recheadas de humor típico do sul - "Pelota in la back side", "Ingleses não usam Mullets", "O banana", só para citar algumas. |
Partindo para o palco Ambiente os paranaenses do Espíritos Zombeteiros fizeram uma das mais enérgicas apresentações do domingo (e do festival). Um som pesado e vocal gritado agitou a galera. O set dos Espíritos foi composto por músicas de sua demo. No final do show, para delírio dos presentes os caras mostraram toda sua atitude rock´n´roll jogando seus instrumentos no chão e logo em seguida jogando a si mesmos no chão, mais rock impossível.
O show do Cherry Bomb (PR) no palco Studio K conquistou os fãs de punk rock, nada de extraordinário na regular apresentação dos paranaenses.
Para fechar a noite (pelo menos para mim) o show dos goianos do Barfly no palco Ambiente encheu os olhos de quem assistiu. Tocando músicas de seu disco "Days Should Make You Smile", eles se mostraram competentes, assim como também foram MQN, Mechanics e Hang The Superstars.
Ao ter que ir embora antes do Bananada 2004 ter acabado ficou um estranho sentimento de tristeza e satisfação. Como muitas bandas terminaram seus shows, também termino essa viagem rock pelo centro do Brasil: "Valeu Goiânia, vocês são do caralho!"
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Superguidis (RS) teve show prestigiado por Wander Wildner .
Foto: Bruno Dias |
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