Urbanaque apresenta Ecos Falsos na Funhouse, em São Paulo (SP) TEXTO, FOTOS E VÍDEOS CIRILO DIAS
21/01/2009
(SÃO PAULO/SP)
No dia 9 de janeiro, o guitarrista (e às vezes baixista) do Ecos Falsos, Felipe Barba, deixou o grupo após perder o duelo contra os paulistanos do Banzé, no Centro Cultural São Paulo. O “castigo” era demitir um integrante da banda, e Barba pagou o pato.
O Ecos Falsos ficou meio abalado, com aquele ar de tristeza pairando no ar, mas não entregou os pontos e resolveu voltar a atacar como um quinteto. Na nova formação, Vini no baixo e um novo guitarrista/cantor, Rodrigo, um dos membros fundadores do Ecos Falsos, enquanto estes eram apenas estudantes da Faculdade de Arquitetura da USP.
O lugar escolhido para a estreia foi o primeiro Urbanaque Apresenta de 2009, no último sábado, dia 17, na Funhouse. Casa cheia, fila na rua, pista lotada, cerveja gelada e um duelo de discotecagem dos Ecos Falsos contra Urbanaque Créu.
Conversamos com Gustavo Martins, que explicou o cover de Erasure e um atraso muito suspeito na hora de duelar com o pessoal do Urbanaque.
Urbanaque - Como vocês explicam o fenômeno Ecos Falsos que quase causou um tumulto na fila da Funhouse? Gustavo - Eu diria que só o fato de você me fazer essa pergunta já mostra como somos frequentemente subestimados pela crítica especializada! Ou não. Mas, falando sério, creio que rolou um "buzz" (hahah, ok, falando como publicitário) por conta da estreia da nova formação, depois da muito-publicizada saída do Felipe no show passado. Com dois novos integrantes, rolam muitos amigos a mais também, é vero, mas a grande maioria na pista foi lá pelo show mesmo, foi assaz gratificante.
O que os Ecos Falsos ganham com essa nova formação?
Bom, o Vini tem uma vantagem sobre nós enquanto baixistas, que é saber tocar baixo. Fora que ele já conhecia todas as músicas e lembrava dos detalhes do disco melhor do que eu, que efetivamente gravei as coisas. E o Rodrigo na real é um membro original que está voltando, ele era do Ecos Falsos antes mesmo de eu entrar. E, além de serem mais dois rostinhos bonitos para uma banda já bastante farta em rostinhos bonitos, ele tem um senso de humor que funciona muito como o nosso. Eu acho que os Ecos Falsos agora caminham pra se tornar um grande frankstein com cinco cérebros, ao invés de quatro cérebros que discutiam cada pedaço que seria costurado no monstro. Não sou bom de analogia.
Pretendem incluir mais covers nas apresentações? "A Little Respect” do Erasure é uma tendência emo da banda?
Emo? Erasure é coisa de macho, rapaz! A nossa meta é que, pelo menos em São Paulo, cada show tenha um cover diferente. Mas diferente MESMO, eu adoro We Are Scientists, mas é bem mais divertido fazer versão de Bon Jovi, compreende? Fora que causa aquela ansiedade, "putz, que merda que os caras vão tocar dessa vez", que eu acho super válida.
Qual foi o melhor momento do show?
Eu sou muito preocupado com começos de show, e ainda mais esse que era o primeiro da formação que a gente quer que os Ecos Falsos tenham daqui pra frente. Então, pra mim o melhor momento foi quando entraram os primeiros acordes de "Nada Não" (a primeira música) e a pista começou a pular no ritmo. Pra mim, foi o momento "ufa, isso vai dar certo".
É verdade que o medo de duelar com a equipe do Urbanaque foi tanto que vocês chegaram no final da discotecagem de propósito?
Mentira cabeluda. Eu demorei pra ir pra cabine porque estava lá na frente tirando onda de rockstar, recebendo os cumprimentos da galera e dando autógrafos. Tudo bem, foi um autógrafo só, mas foi em um CD comprado legalmente, o que nesses últimos anos é uma coisa bastante notável. Chamem a gente de novo que encaramos o embate sem medo!