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Chama o capeta
por CIRILO DIAS
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(SÃO PAULO/SP) - Nesta última quinta-feira, as pessoas que decidiram aquecer os tímpanos no Inferno Club (São Paulo/SP), puderam presenciar como se faz música, com algo escasso na cena rock brasileira: uma vocalista que sabe cantar de verdade.
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Antes da apresentação do Bellrays (EUA), uma escalação, no mínimo, covarde. Colocar os brasilienses do Supergalo, um arrebanhado de integrantes de bandas extintas, com Alf, ex-Rumbora, nos vocais, e Fred, ex-Raimundos, na bateria. A banda até que se esforçou, mas dentro da temática boxeadora da banda, aquilo foi pedir pra ser nocauteado. Bom para os que puderam comprar suas cervejas com mais calma.
Por volta das duas horas da manhã, Lisa Kekaula, Tony Fate (guitarra), Bob Vennum (baixo) e Craig Waters (bateria) estouraram os tímpanos do público que lotou o Inferno com muito Maximum Blues and Roll.
O set list foi repleto de músicas do último disco, Have a Little Faith (2006) e clássicos como “Changing Colors” e “Kill the messenger” (Let it Blast, 1999).
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Fotos: Bruno Dias |
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Black is the color |
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Nas três músicas que antecederam o bis, “Remenber”, “Find Someone to Believe In” e “Psychotic hate Man”, Lisa conseguiu alcançar seu ápice vocal, com muitas improvisações e interações com o público, que retribuía à altura.
Com quase uma hora e meia de show, veio o bis: “Blues For Godzilla”, e “Highway to Hell” do AC/DC, para esgotar as energias dos presentes. Um final tão certeiro, beirando o clichê. Só faltou o tinhoso em pessoa.
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