Darkel? Que diabo é isso?
por LEONARDO DIAS PEREIRA
Sob a misteriosa alcunha de Darkel esconde-se um dos artistas mais inventivos e revolucionários da França. Precursor do último levante da música eletrônica; produtor requisitado para vários álbuns e remixes; amigo e parceiro de Sophia Coppola são alguns de seus atributos. E ai, deu pra sacar quem é? Trata-se de Jean-Benoit Dunckel, que ao lado de Nicolas Godin formam o duo Air.

O nome do disco é um trocadilho com o seu nome: Dunkel (sem o c) significa dark em alemão. Mas o disco em si bem que poderia passar facilmente por uma coletânea de lados B do Air, que os mais desavisados nem perceberiam que apenas uma das metades da banda francesa está em ação.

“Be My Friend”, com suas melodias soturnas e sintetizadores sinistros abre o disco fazendo jus ao nome Darkel. Só que o pretenso clima pesado dissipa-se rapidamente em seguida, na mais que fofa “At The End Of The Sky”, que conta com um clipe só comparado no quesito “fofura” ao de “Coffe & TV” do Blur. E a coisa vai tomando proporções perigosas com Dunckel ordenando a todos quebrarem as suas tv’s em “TV Destroy”.

DARKEL
Astralwerks (Importado)

As experimentações com a eletrônica também tem o seu espaço garantido em “Earth” – faixa com quase intermináveis sete minutos – e “Bathroom Spirit”. Darkel além de demonstrar a incrível capacidade de Jean-Benoit Dunckel em moldar canções sutis e extremamente pops, escancara para o mundo qual é a metade mais criativa do duo francês Air. E, claro, serve para apaziguar os ânimos dos fãs enquanto o próximo disco da dupla não sai.