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A bruxa está solta
por LEONARDO DIAS PEREIRA |
Com uma grande dose de ironia no título - Yes, I’m a Witch – e que combina completamente com a protagonista, a bola da vez nos tributos é Yoko Ono. Sim, aquela japonesa estranha que durante muitos anos (até hoje, vai!) foi considerada a responsável por jogar um feitiço em John Lennon e fazer com que o beatle sarcástico supostamente desse um bicudaço na bunda da maior banda de rock que existiu no mundo.
Quem conhece a sua autoproclamada “arte de vanguarda”, repleta de ruídos e gritos estridentes, sabe que revisitar a obra da inventariante do legado de Lennon não é coisa muito digerível. Mas o grande diferencial, e porque não um triunfo, é o fato de a própria Yoko participar nas regravações feitas por uma leva de artistas tão ou mais pirados do que ela, salvo desse rol a rebelde-comportada Shannon Marshall, codinome Cat Power.
No meio de tanta doidera não podia faltar o grupo mais louco lá das bandas do Oklahoma, ou seja, Wayne Coyne e seu Flaming Lips transformando “Cambridge 1969” em uma deliciosa jam session psicodélica.
Para a horda de bata dos Polyphonic Spree coube a até convencional “You And I”, e enquanto o Spiritualized deu um jeito de virar de ponta cabeça “Walk On Thin Ice”, Peaches botou toda a sua libido em “Kiss Kiss Kiss”.
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Yoko Ono
Yes, I’m a Witch
Astralwerks (Importado)
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Esse tributo conta ainda com artistas indie emergentes como Anthony and The Johnsons (“Toy Boat”), Apples In Stereo (“No One Can See Me Like You Do“), The Sleepy Jackson (“I’m Moving On”). Tem até uma rara aparição das garotas do Le Tigre (“Sisters O Sisters”).
Perguntada o porquê do título tão sombrio, Yoko respondeu que era justamente pelo fato dela ser uma bruxa. Mas uma bruxa do bem. Como diz aquela velha frase: Yo no creo en las brujas, pero que las hay, hay!
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