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The Walkmen no caminho certo
por GABRIEL CIABATTARI |
Quando o The Walkmen veio ao Brasil, em 2004, uma das suas exigências foi que todo o equipamento de palco fosse dos anos 60 - a banda é toda vintage. É isso que eles querem: nos transportar para outra época, fazer coçar a cabeça e encontrar uma cartola lá, em que dentro ainda se possa achar um monóculo e um relógio de bolso. E, caramba, eles fazem isso muito bem!
A Hundred Miles Off é um terceiro álbum que sutilmente se diferencia dos dois primeiros em questão de estilo. Eles ainda parecem a mesma banda, no mesmo estúdio, com os mesmo instrumentos e efeitos, só que com outras canções e, claro, com mais experiência e uma vontade maior de se tornarem mais pop(ulares).
Todas as leves mudanças são para melhor, para aparar as arestas, melhorar a produção, tocar redondinho e deixar um álbum de cerca de 40 minutos parecer ter 20.
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THE WALKMEN
A hundred Miles Off
Record Collection (Importado)
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Oh, eles estão menos arrastados, Deus é pai! Digo, Diabo é pai, afinal, estamos falando de rock ‘n roll! Aliás, acho que é mais que isso, pelo menos na faixa This Job Is Killing Me, que eu chamaria de punk-adeus-meu-cérebro-já-vai-tarde. Não que esse seja o clima do álbum todo, essa música é apenas o clímax, sendo que a seqüência Lost In Boston e Don’t Get Me Down (Come Over Here) são as de mais fácil absorção, e a primeira e a última faixa, as duas cerejas do bolo.
O resto também faz muito bem o seu papel, sempre com o órgão, a guitarra e o baixo criando climas surreais e melancólicos. Com o baterista, Matt Barrick, mais positivamente demente do que nunca e com o vocalista, Hamilton Leithauser, sem a menor piedade das suas cordas vocais, que completam esse que é o melhor e mais acertado trabalho da carreira do The Walkmen até agora.
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