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Eu ouvi Deus
por LEONARDO DIAS PEREIRA |
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Só mesmo acontecendo algo muito extraordinário e revolucionário para tirar o título de melhor disco de rock (rock, viu?) desse ano para Era Vulgaris, o mais novo petardo do agora deus, Josh Homme. A sua capacidade em fazer músicas extremamente pesadas, dançantes e pop ao mesmo tempo chega a ser obscena perto das bandas contemporâneas que dizem fazer rock – citar nomes mais ainda. E as pessoas que rondaram as sessões de gravação sempre são o medidor de que um novo álbum da banda irá ser acachapante.
No sexto álbum, Josh foi assediado pelo stroke Julian Casablancas, contou com o retorno do figurinha carimbada Mark Lanegan e foi contemplado com a presença de Trent Reznor que gravou a música-título que infelizmente não foi incluída no disco.
A primeira faixa, “Turning On The Screw”, começa de forma preguiçosa, mas logo a seqüência feita pela pedrada “Sick Sick Sick”, a sacana “I’m Designer”, “Into The Hollow” (um stoner dos clássicos, com guitarra chorada) e “Misfit Love” (quase 6 minutos de alucinações sonoras) deixa o ouvinte com uma sensação eufórica. Em grosso modo, com sangue nos olhos.
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Era Vulgaris
QUEENS OF THE STONE AGE
Interscope Records (Importado)
Nota:
   
Classificação:
5 Urbs - Ótimo ; 4 Urbs - Bom ; 3 Urbs - Regular
2 Urbs - Ruim ; 1 Urb - Péssimo
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Como de praxe, Josh pinçou uma das músicas do laboratório psicodélico The Desert Sessions – Vol 9 & 10, “Make It Wit Chu” que aparece mais pop e maliciosa. “River In The Road”, um baião dos infernos, e “Run Pig Run” passam a régua à mil. Fica combinado: toda vez que o nome Queens Of The Stone Age for pronunciado, tem que ser sucedido com a frase “Josh Homme é Deus!” (com raiva).
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