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A volta das Spice?
por LEONARDO DIAS PEREIRA - 07/12/2007 |
Na segunda metade da década de 90 a música pop foi dominada pelas boys/girls bands, uma fórmula eficiente e muitas vezes indigesta. O negócio funcionava mais ou menos assim: os produtores escolhiam os mais bonitos, carismáticos e, se dessem sorte, talentosos para cantar e dançar músicas compostas por outras pessoas, igualmente desconhecidas na maioria das vezes.
Dentro desse contexto, Geri, Mel B, Mel C, Emma e Victoria, cinco garotas inglesas que somadas formavam as Spice Girls, foram as que mais se destacaram. Em curto período, o primeiro álbum Spice (96), foi conquistando lugar nos veículos de mídia e, claro, dos ouvintes que logo decoraram a letra do primeiro single, “Wannabe”.
“Say You’ll Be There” e as babinhas “2 Become 1”(com clipe feito na Times Square) e “Mama”, levou o disco a ser um dos mais vendidos do ano e a uma bem sucedida turnê mundial.
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Greatest Hits
Spice Girls
EMI
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O segundo disco, Spiceworld (97), feito à toque de caixa, apesar dos hits “Spice Up Your Life” (o clipe teve bom desempenho nos prêmios da MTV), “Stop” e “Too Much”, não se confirmou.
As garotas deram um tempo, Mel C e Geri Halliwell lançaram discos solos, e numa reunião meio obscura (e já sem a ruiva apimentada) retornaram e gravaram Forever (00) para logo se separem de novo.
Sete anos depois e alguns quilos a mais (ou a menos no caso de Victoria), as cinco senhoras mães-de-família (bem, nem todas) lançam essa coletânea para legitimar mais um retorno. Com direito a turnê mundial – que passará pela América do Sul –; duas faixas inéditas "Headlines (Friendship Never Ends)” e "Voodoo" (presentes no Greatest Hits); e a promessa de mais um álbum.
A probabilidade desse ressurgimento ser um fiasco é grande, mas dá pra lembrar um pouco do pop feito na década passada (a edição especial vem com todos os clipes num DVD bônus) e constatar que, depois desse tempo, nada de muito novo aconteceu no pop.
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