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Como desaparecer completamente
por LEONARDO DIAS PEREIRA |
Não se deixe enganar pelo refrão da música-título,“The Eraser”, que abre o solo de Thom Yorke, em que ele diz: “The more you try to erase me/ The more that I appear”. Na verdade o que ele quer propor é o inverso: sumir, passar uma borracha em seu passado.
Quer que você esqueça de todas as músicas que ele fez antes de aprender a manipular um laptop e tirar sonzinhos estranhos dessa maravilha tecnológica.
Se “Kid A” e o sucessor “Amnesiac” deram um nó em sua mente, te levando a pensar que o grupo de Yorke havia pirado de vez, o primeiro álbum solo do líder do Radiohead pode ser considerado a anti-música, a anti- melodia. Todas as fórmulas baseadas em ruídos, melodias etéreas e muito sintetizador são elevadas à máxima potência nesse disco que foi gravado basicamente de forma caseira, no fim da turnê de “Hail To The Thief”, último disco da banda britânica, e produzido por Nigel Godrich, parceiro de longa data.
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THOM YORKE
The Eraser
Xl Recordings (Importado)
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São nove músicas que exigem muita paciência do ouvinte e um enorme senso de abstração, onde poucas delas, como “Harrowdown Hill” e “The Clock” se salvam e lembram um pouco o novo Radiohead. O resto são de provocar bocejos.
Uma observação: na época em que “Kid A” foi lançado, rolou um burburinho – posteriormente confirmado – de que a banda esteve perto de acabar por brigas internas, em que o principal motivo era a mudança de rumo das composições. Hoje, ao ouvir “The Eraser”, é fácil constatar quem era o causador da celeuma.
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