Seguindo a linha punkpolka, o Damn Laser Vampires gravou seu novo vídeo no workshop Beco Cultural realizado durante o terceiro festival Gig Rock. A música, um convite à perdição desde seu título, ganhou um vídeo simples, sem efeitos mas de muita pose. Lascivo, sexy, fetichista, uma festinha particular cheia de segundas intenções e até caricatos personagens do mal aparecem por lá.
O Pública além de música boa sabe fazer clipe bom também. Este de “Long Plays” é bastante responsável por isso. Produção fina, locações bem escolhidas e utilizadas com apreço e um climão das antigas sabiamente interpretado pelos integrantes da própria banda e amigos como Carlinhos Carneiro (Bidê ou Balde) e o pessoal do Ultramen. Apesar da estética da fome, o clipe não se faz de sofrido e mostra uma das melhores produções nacionais deste ano, inclusive no roteiro.
Talvez não seja classificado como independente por conta da gravadora Trama, mas o primeiro clipe tirado do projeto Maquinado de Lúcio Maia merece grande destaque. Um “vídeo-montagem” em 1.800 frames bem dosados, recortados e dirigidos, que junta algo do absurdo e um alto senso de sobrevivência em metrópoles.
Lucy and The Popsonics é ‘4fun’ e agora também ‘4play’. O primeiro clipe dos Eletropandas de Brasília é escarrado na referência aos games dos anos 80, acontecendo, inclusive, dentro de um jogo do extinto Atari. Todo feito em croma-key, “Estetoscópio” leva Fernanda e Pil Popsonic para dentro do jogo e serve para proporcionar algumas risadas principalmente da performance do casal que enfrenta os obstáculos e fases do game.
Depois de dar uma polemizada na Internet ao postar um making of duvidoso sobre a gravação do primeiro disco, o Moptop divulgou recentemente o clipe de “Sempre Igual”. O título já rendeu muitas piadas óbvias sobre a banda ser sempre igual e toda a história Strokes, mas o vídeo é bacana e bem feito, embora não traga nada de novo ou de criatividade excepcional. No entanto trabalha como deveria e serve para engrossar o caldo em indicações de prêmios musicais. Bom saber que, no mínimo, funciona e no máximo, que a edição é excelente.