Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

 

10


Êee tempo que não pára. E também não volta.

Você percebe que REALMENTE está ficando velho quando os discos prediletos de sua adolescência começam a completar 10 anos.

Esse papo saudosista chato me veio à mente durante uma discussão no famigerado Orkut sobre a iminente vinda do Stone Temple Pilots ao Brasil (parece que tá rolando um stress - que não é novidade em se tratando deles - e a coisa deu uma brochada). Tudo porque eu disse que o 12 Bar Blues era um dos clássicos perdidos dos anos 90.

E reitero essa afirmação com mais alguma subsistência: dos vocalistas grunges/pós-grunge, o que teve a maior audácia em sua estréia solo foi com certeza o Weiland. Chris Cornell lançou algo já esperado (Euphoria Morning); Mark Lanegan só ficou menos entediante solo depois de andar com Josh Homme e Cia. e o tão aguardado solo do Eddie Vedder é de fazer boi durmir (fãs de Peal Jam, algumas lágrimas rolaram na minha face no show deles aqui, viu?).

Em 1998, chutado da banda que o destacou e andando sabe se lá por quais bodegas norte-americanas, Scott Weiland ressurge com um álbum completamente amalucado, misturando rock com industrial, latin jazz, valsa e tudo o mais, numa baita salada antropofágica musical. Se ele fosse brasileiro logo diriam que o trabalho dele era Tropicalista.

Tem maneira melhor de mandar um "foda-se seus babacas miseráveis" do que essa?

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