Mesmo em um sábado movimentado pela feira agropecuária e um show dos Racionais Mc´s, a segunda noite do Festival Bananada teve um Martim Cererê lotado para receber mais uma leva de 14 bandas.
E foram as meninas do Girlie Hell que abriram a noite com seu hard rock fraco e travado demais. A primeira banda a chamar atenção na noite foi o Hey Hey Hey (RO) que após entrar no circuito de festivais independentes, evolui a cada show.
O burburinho da noite era a apresentação dos goianos Technicolor. Teatro insuportavelmente lotado e quente, fãs espremidos no gargarejo e a mistura de rock cabeça com alguns gritos histéricos da vocalista/flautista Sarah Alencar e toques de violino, batizados por eles de grunge psicodélico.
O Nancy (DF) fez uma bela e empolgada apresentação. Bem melhor que a do Festival Motomix, em 2008. O público também se mostrou bem receptivo, aplaudindo o tempo todo.
Já o Multiplex até se enforçou, e mesmo com uma versão dançante e eletro-rock de “Waiting for the Man”, do Lou Reed, muitas foram as pessoas que deixaram o teatro. Para botar ordem – e fogo – na noite, Fabrício Nobre e sobe ao palco e anuncia “a gente vai provar pros forasteiros que o público de Goiânia é o mais rock de todos”.
O cenário do show do MQN: banhos de cerveja, público insandecido e toda a área do backstage apinhada de pessoas das outras bandas, entre eles, os meninos do Black Drawing Chalks, que ouviram o recado carinhoso de Nobre: “É assim que se faz rock and roll seus viadinhos”.
Antes de provarem ao chefe que a nova safra da stoner rockers de Goiânia está muito bem representada, tiveram que esperar uma chatice tremenda chamada Damo Suzuki. Um japa alemão empenhado em ficar surtando no microfone enquanto a banda faz uma cobertura sonora.
Mas a espera valeu a pena, com direito a aquecimento da platéia com os chiliques rockers de Johnny Suxxx & The Fuckin Boys (GO).
Agora sim era a vez do Black Drawing Chalks terminar de colocar o Martim Cererê abaixo. Rosas sendo jogadas a todo instante por garotas em frente ao palco, e pauladas do recém-lançado Life is a Big Holyday For US. Fabrício Nobre não se agüenta e vai dividir o microfone os Chalks.
Fim de noite, e foram muitos os forasteiros de outras bandas que, ao pisarem pela primeira em Goiânia Rock City, saíram de lá impressionados com o que viram.
Escalação do sábado:
Girlie Hell (GO), T.S.A. (GO), Sangue Seco (GO), Hey Hey Hey (RO), Technicolor (GO) , Nancy (DF), ZeroDoze (RS), Pop Armada (SP), Multiplex (SP), MQN (GO), Lenzi Brothers (SC), Damo Suzuki (Alemanha), Johnny Suxxx & The Fuckin Boys (GO), Black Drawing Chalks (GO)